Paróquia Santa Maria de Galegos

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ANO PASTORAL

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sábado, 13 de junho de 2020

Fátima: «Não podemos abandonar o nosso próximo» – D. Américo Aguiar (c/fotos)








































Fátima, 12 jun 2020 (Ecclesia) – D. Américo Aguiar, bispo auxiliar de Lisboa, disse hoje em Fátima que a crise provocada pela pandemia de Covid-19, e as suas consequências económicas, devem levar à mobilização solidária dos católicos.
“Não podemos abandonar o nosso próximo. Estejamos juntos no combate a esta pandemia e transformemos a sua inevitabilidade numa oportunidade: que cada pessoa seja mais humana e os cristãos mais autênticos. Nenhum de nós, crente ou não crente, pode dormir descansado se sabe que à sua beira existe uma família que passa fome”, declarou na homilia da celebração noturna da peregrinação internacional de junho.
O responsável católico destacou o impacto da Covid-19 e a urgência de “dar de comer a quem tem fome”, porque “os pobres não podem esperar”.
“A falta de alimento significa quase sempre falta de emprego e as consequências estão à vista de todos”, afirmou D. Américo Aguiar.
“Nunca nos esqueçamos: o maior poder que a Igreja tem chama-se caridade”, acrescentou.
O Recinto de Oração reuniu largas centenas  de peregrinos para celebrar a segunda aparição de Nossa Senhora, na Cova da Iria, em 1917; as cerimónias de 13 de maio tinham decorrido de forma simbólica, com participação limitada a algumas dezenas de pessoas, para evitar a propagação do novo coronavírus.
O presidente da peregrinação de junho saudou o regresso dos peregrinos: “Se hoje estamos aqui, é porque reconhecemos que este colo maternal da Senhora de Fátima continua a ser para nós, uma autêntica ‘escola do amor’!”.
“Diante do homem moderno que pensava que o controlo da natureza era só uma questão de tempo, o caos sanitário que vivemos recentemente transformará para sempre as nossas vidas”, assinalou o bispo auxiliar de Lisboa.
D. Américo Aguiar agradeceu aos peregrinos pela sua “coragem e pela força” que os levou à Cova da Iria num momento de “desconfinamento, descongelamento”.
“Nestas peregrinações, vamos congelando devagarinho, tendo sempre presente o respeito pela nossa vida e pela dos outros”, afirmou.













A intervenção falou de uma comunidade mundial interligada entre si e de uma renovada identidade eclesial, “uma Igreja mais doméstica, mais laical e capaz do digital”.
As cerimónias, ainda com algumas limitações, começaram às 21h30 com o Rosário internacional na Capelinha das Aparições, seguido de procissão das velas e celebração no altar do Recinto de Oração.
No sábado, o Rosário internacional tem lugar às 09h00, na Capelinha das Aparições seguido de Missa, bênção dos doentes e procissão do adeus.
A peregrinação internacional aniversária de junho é a segunda do ano pastoral, que está a ser vivido em Fátima sob o tema ‘Tempo de graça e misericórdia: dar graças por viver em Deus’.